Melhores de 2018

Faz alguns anos que eu não fazia uma lista formal de Melhores de Ano, mas 2018 foi tão confuso que foi bom parar para organizar as ideias e se preparar para 2019. Tão aí os meus discos, músicas e shows favoritos desse ano 🙂

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Running Mixtape 2007

16 faixas, 73’37” de música.

Too Too Too Fast! It’s The Livio’s Runnin’ Mixtape!

1) TV On The Radio – Halfway home
2) The Beatles – Good morning, good morning
3) Oasis – Morning glory
4) The Last Shadow Puppets – The age of the understament
5) R.E.M. – Living well is the best revenge
6) The Futureheads – The begging of the twist
7) Maxïmo Park – The coast is always changing
8) The Cardigans – I need some fine wine and you need to be nicer
9) Ra Ra Riot – Too too too fast
10) The Hold Steady – Constructive summer
11) The Strokes – Reptilia
12) Franz Ferdinand – You could have it so much better
13) Radiohead – Weird fishes/Arpeggi
14) New Order – Ceremony
15) Cut Copy – Unforgettable season
16) LCD Soundsystem – All my friends

Os 50 Melhores Discos de 2007

01) “Sound Of Silver”, LCD Soundsystem
02) “In Rainbows”, Radiohead
03) “Boxer”, The National
04) “Vanguart”, Vanguart
05) “Person Pitch”, Panda Bear
06) “The Magic Position”, Patrick Wolf
07) “Andorra”, Caribou
08) “A Amarga Sinfonia Do Superstar”, Superguidis
09) “Neon Bible”, The Arcade Fire
10) “Our Earthly Pleasures”, Maxïmo Park
11) “Sky Blue Sky”, Wilco
12) “Ga Ga Ga Ga Ga”, Spoon
13) “Favorite Worst Nightmare”, Arctic Monkeys
14) “The Cool”, Lupe Fiasco
15) “Let’s Stay Friends”, Les Savy Fav
16) “The Stage Names”, Okkervil River
17) “Voxtrot”, Voxtrot
18) “Strawberry Jam”, Animal Collective
19) “The Reminder”, Feist
20) “Night Falls Over Kortedala”, Jens Lekman
21) “Rise Above”, Dirty Projectors
22) “Beyond”, Dinosaur Jr.
23) “Simulacro”, China
24) “Marry Me”, St. Vincent
25) “Carnaval Só Ano Que Vem”, Orquestra Imperial
26) “Magic”, Bruce Springsteen
27) “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”, Of Montreal
28) “From Here We Go Sublime”, The Field
29) “Liars”, Liars
30) “Myth Takes”, !!!
31) “Attack Decay Sustain Release”, Simian Mobile Disco
32) “Myths Of Near Future”, Klaxons
33) “Tones Of Town”, Field Music
34) “A Guide To Love, Loss And Desperation”, The Wombats
35) “Overpowered”, Roísín Murphy
36) “Armchair Apocrypha”, Andrew Bird
37) “Cease To Begin”, Band Of Horses
38) “Challengers”, The New Pornographers
39) “Easy Tiger”, Ryan Adams
40) “Disco Paralelo”, Ludov
41) “Mirroed”, Battles
42) “Era Vulgaris”, Queens Of The Stone Age
43) “Kala”, M.I.A.
44) “Lust Lust Lust”, The Raveonettes
45) “Because Of The Times”, Kings Of Leon
46) “Chega De Falsas Promessas”, Canastra
47) “Untrue”, Burial
48) “Icky Thump”, The White Stripes
49) “23”, Blonde Redhead
50) “Cassadaga”, Bright Eyes

Melhores Músicas de 2007: 10 – 01

10) “Golden skans”
Klaxons

Enquanto o mundo se concentrava na discussão boba da new rave (existe? não existe? é legal?), os Klaxons preferiram surfar uma outra onda ao invés daquela que eles próprios (supostamente) criaram. Esqueça o disco-punk com influências madchester, “Golden skans” é puro indie-rock psicodélico perfeito. Dá pra dançar, dá pra ouvir na rádio, dá pra bater cabeça no show e também dá pra chacoalhar alguns glowsticks, se for o caso.
09) “D.AN.C.E.”
Justice
Mais que uma música, essa aqui foi quase um fenômeno cultural. O refrão, a palavra de ordem (“do the dance!”, o clipe, os remixes… Tudo em “D.A.N.C.E.” tem um brilho pop capaz de agradar de metaleiros a fashionistas, e colocar todos esses pra dançar na mesma vibe Daft Punk encontrando Jackson 5.
08) “All I need”
Radiohead
Foram 15 anos para que o Radiohead lançasse sua canção definitiva sobre amor, desejo e obsessão. “All I need” é “Creep”, “High and dry”, “Climbing up the walls” e “True love waits” em uma única música. O instrumental é bastante simples, uma batida fuleira de trip hop que vai duelando com um sintetizador pesado e distorcido e com notas esparsas de um piano, enquanto a voz canta, disléxica, a letra cheia de imagens estranhas e poderosas. Uma mariposa rodeando a luz no teto, um animal preso num carro, os dias que você escolheu esquecer. No final do segundo refrão, a melodia do piano começa ficar mais forte, até que explode junto com a discreta levada de bateria. É o momento em que “In Rainbows” e o Radiohead se revelam em toda a sua grandeza. É o terror das últimas esperanças presente no refrão de “There’s a light that never goes out” dos Smiths misturado com o êxtase espiritual e idealista de “All is full of love” da Björk. É inefável. Nessa confusão de sentimentos, Yorke mata a charada: “it’s all right, it’s all wrong”.

07) “Bros”

Panda Bear
Provavelmente, os melhores 12 minutos (!) de 2007. Ou seria uma vida inteira encapsulada numa música? Verdade é que “Bros” me fez sentir muito mais do que eu poderia compreender. É como se, mais do samples, o Panda Bear tivesse colado pedaços de memória aqui, onde cada barulho remete a um momento, uma história, uma pessoa. É uma sensação estranha (no começo), mas poucas vezes a estranheza soou tão doce.
06) “Let’s dance to Joy Division” MP3
The Wombats
Não dá para entender realmente o que os Wombats quiseram com essa música. É só mais um pop de três minutos à Libertines que você já está cansado de ouvir (e dançar). É ordinária, estúpida e incrivelmente grudenta. Mas o que falar do refrão? Thom Yorke fingindo burrice e bom humor? Damon Albarn voltando a ser liricamente relevante? Realmente, ainda não sei como um refrão tão idiota pode sintetisar com tanta perfeição a dualidade ambulante que é viver nos anos 2000. So let’s dance to Joy Division

05) “Impossible Germany” MP3

Wilco
Jeff Tweedy é um homem de grandes palavras e grandes melodias, não tenha dúvida. E “Impossible Germany” é perfeita, como várias outras do Wilco, nos dois quesitos. Confortavelmente estacionado no anos 70, Tweedy ecoa a sutileza rude de um Neil Young com o polimento pop do country alternativo que ele mesmo inventou no Uncle Tupelo. A letra pode ser construída por uma metáfora estranha (o amor é uma Alemanha impossível?), mas nem por isso deixa de emocionar. Aí chega o solo (coisa de velho, podicrê) e você fica incapacidado de balbuciar qualquer coisa. Então, cada nota da guitarra de Jeff é uma batida do seu coração e todas elas – vou cair num clichê trocadilhesco perigoso, mas foda-se – dizem eu te amo.
04) “Stop me” MP3
Mark Ronson feat. Daniel Merryweather
Por essa nem o Morrissey esperava. Quem diria que 20 anos depois, o rockão que foi trilha do fim dos Smiths se transformaria numa das melhores canções soul dos últimos tempos? Passando da crítica à mesmice do pop de 87 ao mal-amor desse 2007, “Stop me” traz a síntese do que Mark Ronson propôs nesses 2 anos de hype: produção caprichada que é tanto sessentista quanto doismilanista, vocal perfeito de algum dos seus protegés e conexões pop – o indie rock com a Motown, o branquelo nerd mal amado com a divas negras duronas e doces do soul – que são a cara desses tempos.
03) “Para abrir os olhos” MP3
Vanguart
Mesmo que seja baseada num lugar comum bem, uhm, comum (“o que importa é o que te faz abrir os olhos de manhã”), “Para abrir os olhos” ganha na sinceridade. Ainda que envoltos num hype estranho, o Vanguart se entrega como poucos ao que faz e com isso te leva junto na viagem. Entre o niilismo e a esperança, a canção passeia num campo que o pop já visitou várias vezes, – a busca por respostas como sentimento-motriz da vida – só que nesse caso isso é exatamente o que eles querem dizer, sem meias palavras, sem outras interpretações. E isso, não importa se é em 67 ou 2007, sempre funciona.
02) “Fireworks” MP3
Animal Collective
Seja pelo vocal de Avey Tare, seja pelo arranjo, seja pela melodia em si, é impossível não perceber que em “Fireworks” o Animal Collective quis ser tão entendido quanto necessário para entrar no inconsciente coletivo. A voz soa clara, expressiva, enquanto o arranjo é ordenado, quase racional. A melodia é brilhante e grudenta como em “Grass” e “Who can win a rabbit?”, mas agora sua jornada aos corações fica facilitada pela ausência do caos distrativos dos outros trabalhos da banda. Ainda um dos poucos quebra-cabeças irresolutos dos anos 2000, Animal Collective fez de “Fireworks” não só momento mais acessível, mas também sua melhor canção, uma daquelas para figurar entres as grandes do nosso tempo.
01) “All my friends” MP3
LCD Soundsystem
Poderia ser diferente? No momento em surgiu, lá no finalzinho de 2006/comecinho de 2007, “All my friends” já gritava alto que era uma canção destinada a grandeza: o acorde do piano repetido over-and-over crescendo little-by-little, batalhando com o baixo New Order das antigas (mais “Ceremony” do que “Perfect kiss”), a bateria kraut, os sintetisadores bagaceiros oitentistas e a guitarra indie-rock-raça-pura. Tudo isso costurado por um vocal firme de James Murphy. Ali, quando ainda dávamos os primeiros passos para dentro do ano passado, “All my friends” já era tudo o que precisávamos. Só que aquele refrão, aquela letra, aquele ritmo quase dançande, aquele sentimento de melancolia se transformando em alegria e motivação sinceras decidiram não sair das nossas cabeças, pés, e corações. Você se entrega: “Where are your friends tonight? Where are your friends tonight?”. Estava aí, em 5 palavras das mais simples, o zeitgeist que o Billy Corgan falhou em descobrir em um disco inteiro. E eu te pergunto, poderia ser diferente?

Melhores Músicas de 2007: 60 – 51

60) “Kingdom of doom”
The Good, The Bad & The Queen

Exímio apropriador de estéticas, Damon Albarn escolheu 2007 para lançar sua visão sobre o neo-folk americano. Bem acompanhado como sempre, Albarn dá ares londrinos e pós-apocalípticos ao que tem rolado de melhor do outro lado da poça em “Kingdom of doom”, o grande momento desse novo projeto. Juntando folk anárquico do Animal Collective com o space-rock orquestral tipicamente britânico, pelo qual sua antiga banda (ou projeto?) já tinha passeado (“The universal”, “Far out”), Damon conseguiu saciar parte das expectativas que cercavam o The Good, The Bad & The Queen. É o caso de aguardar seu próximo movimento.

59) “Blush”
The Raveonettes
Para os Raveonettes, quanto mais velho, melhor. Aqui os suecos juntam uma demo perdida de alguma produção do Phil Spector (algo bem 63) com a barulheira saída do pedal estragado que Willian Reid usou no primeiro disco do Jesus And Mary Chain (lá de 85) para criar o melhor momento de “Lust Lust Lust”, seu quarto disco. O bem e velho pop, doce, ruidoso e emocionante.

58) “Myriad Harbour”
The New Pornographers

O ‘comando’ dos Pornographers pode até ser do Carl Newman, mas não dá para negar que as composições do Dan Bejar costumam ser pequenas pérolas espalhadas pelos quatro discos do grupo. Em “Challengers”, último disco dos canadenses, Bejar nos presenteou com esse pequeno épico sobre Nova Iorque, recheado daquelas investigações melódicas e harmônicas do grupo, coisa todo fã de power pop tanto adora.

57) “Protection
Liars
Depois do maluco e sensacional “Drum’s Not Dead”, a última que coisa que podia passar nas nossas cabeças era que o Liars iria fechar seu próximo álbum com uma balada sobre um amor passado. Pois é isso. A bateria repetitiva e o teclado quase espacial fazem cama para os versos encharcados de melacolia e beleza do vocalista Angus Andrew.

56) “Superstar”
Lupe Fiasco feat. Matthew Santos
“Superstar” é quase um resumo dos dois discos do rapper de Chicago. De um lado, a letra feroz discordando com o atual modelo de starsystem do hip hop americano. Do outro, um senso melódico sem igual, que é ao mesmo tempo drasticamente diferente de toda produção do gênero, mas com apelo radiofônico igual a um 50 Cent. Coisa de gênio.

55) “James Bonde”

Bonde Do Rolê

Quem pode culpá-los? O trio curitibano foi mais esperto que toda uma geração de gente ‘antenada’ e venceu na pura picaretagem. Pode até torcer o nariz, mas não negue o quanto você é estúpido de não ter pensado nisso antes. Agora, com bolsos cheios de hype e dinheiro, o Bonde Do Rolê encara a decadência como gente grande do pop – claro, fazendo um reality show! “James Bonde” é faixa mais cômica de “With Lasers”, pancadão que pode não ficar bem aqui no Brasil, mas no resto do mundo fez todo sentido. “Malandro é malandro, mané é mané”, já dizia Bezerra da Silva.
54) “Pogo”
Digitalism
Da Wikipédia: “The pogo is a dance where the dancers jump up and down, while remaining in the same location.” Pogar, na minha época, era coisa de metaleiro ou punk. Coisa de gente “do rock”. O Digitalism, dizem, é uma dupla de eletrônica alemã. Até aqui, nada de “do rock”. Só que eles tem uma música chamada “Pogo”, que é puro rock n’ roll de estádio com refrão grudento (e bateria eletrônica). Confuso? Se preocupa não, é só 2007.
53) “I got this down”
Simian Mobile Disco
O SMD pode até ter sido uma das cabeças pensantes por trás da new rave e de todo esse movimento “sem barreiras entre rock e eletrônica”, – a dupla era uma banda de rock até uns dois anos atrás – mas no seu primeiro disco cheio o que se viu foi o melhor revival do pop eletrônico raça-pura. “I got this down” é toda oitentista/noventista e deliciosa, meio New Order do “Technique”, com ecos de Depeche Mode e com vocais que são puro Underworld.
52) “Jigsaw falling into place”
Radiohead
Depois do paque-o-quanto-quiser, a expectativa sobre “In Rainbows” deixou de ser musical para descambar para o lado comercial da coisa. Mas na sombra do it’s-up-to-you, havia grandes canções. Escolhida como primeiro single do álbum, “Jigsaw falling into place” é drasticamente diferente do que se esperaria do Radiohead nesses dias (uma banda de space-rock eletrônico tocando um punk-folk com coral gótico?), mas, de novo, magnífica e desafiadora como eles vêm fazendo todo esse tempo.

51) “The year before the year 2000”
Les Savy Fav
E o mundo não acabou na virada dos anos 2000. Mas, aceite, há muito pouca coisa para se agarar nesses dias de cataclisma ecológico e guerra na porta de casa. Talvez por isso, o hedonismo seja a cara dos anos 2000. Como se a festa de 31 de dezembro de 1999 tivesse que continuar até o fim do mundo, “The year before the year 2000” é puro rock n’ roll descompromissado, cheio de energia, para se acabar na pista. So let’s party like 1999! 1999! 1999 alright!

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Antes: Melhores Músicas de 2007: 70-61
Depois: Melhores Músicas de 2007: 50-41

inrainbowsinrainbowsinrainbows

Hello,

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Your “In Rainbows” discbox has now left w.a.s.t.e. in the UK.
It is now too late to make address changes or order cancellations.

You can expect delivery of your discbox in the following estimated times.

UK 1-8 days
Europe 3 -14 days
Rest of World 5-18 days

December is a busy time of year for postal services globally, so please be patient.

We thank you for your custom and hope you enjoy your discbox when you receive it.

Best wishes.
us @ w.a.s.t.e.

XDDDDD