Melhores de 2018

Faz alguns anos que eu não fazia uma lista formal de Melhores de Ano, mas 2018 foi tão confuso que foi bom parar para organizar as ideias e se preparar para 2019. Tão aí os meus discos, músicas e shows favoritos desse ano 🙂

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Os 50 Melhores Discos de 2007

01) “Sound Of Silver”, LCD Soundsystem
02) “In Rainbows”, Radiohead
03) “Boxer”, The National
04) “Vanguart”, Vanguart
05) “Person Pitch”, Panda Bear
06) “The Magic Position”, Patrick Wolf
07) “Andorra”, Caribou
08) “A Amarga Sinfonia Do Superstar”, Superguidis
09) “Neon Bible”, The Arcade Fire
10) “Our Earthly Pleasures”, Maxïmo Park
11) “Sky Blue Sky”, Wilco
12) “Ga Ga Ga Ga Ga”, Spoon
13) “Favorite Worst Nightmare”, Arctic Monkeys
14) “The Cool”, Lupe Fiasco
15) “Let’s Stay Friends”, Les Savy Fav
16) “The Stage Names”, Okkervil River
17) “Voxtrot”, Voxtrot
18) “Strawberry Jam”, Animal Collective
19) “The Reminder”, Feist
20) “Night Falls Over Kortedala”, Jens Lekman
21) “Rise Above”, Dirty Projectors
22) “Beyond”, Dinosaur Jr.
23) “Simulacro”, China
24) “Marry Me”, St. Vincent
25) “Carnaval Só Ano Que Vem”, Orquestra Imperial
26) “Magic”, Bruce Springsteen
27) “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”, Of Montreal
28) “From Here We Go Sublime”, The Field
29) “Liars”, Liars
30) “Myth Takes”, !!!
31) “Attack Decay Sustain Release”, Simian Mobile Disco
32) “Myths Of Near Future”, Klaxons
33) “Tones Of Town”, Field Music
34) “A Guide To Love, Loss And Desperation”, The Wombats
35) “Overpowered”, Roísín Murphy
36) “Armchair Apocrypha”, Andrew Bird
37) “Cease To Begin”, Band Of Horses
38) “Challengers”, The New Pornographers
39) “Easy Tiger”, Ryan Adams
40) “Disco Paralelo”, Ludov
41) “Mirroed”, Battles
42) “Era Vulgaris”, Queens Of The Stone Age
43) “Kala”, M.I.A.
44) “Lust Lust Lust”, The Raveonettes
45) “Because Of The Times”, Kings Of Leon
46) “Chega De Falsas Promessas”, Canastra
47) “Untrue”, Burial
48) “Icky Thump”, The White Stripes
49) “23”, Blonde Redhead
50) “Cassadaga”, Bright Eyes

Melhores Músicas de 2007: 70 – 61

70) “Now, now”
St. Vincent
Quando a Feist foi para o primeiro time do pop, os indies-recalcados chiaram. Aí acabaram preferindo Annie Clark, codinome St. Vincent, outra cantora bem-conectada (já tocou com Sufjam Stevens, Polyphonic Spree e outros) e bem-intencionada, cuja música é tão arrebatadora quanto a da canadense. A faixa de abertura de seu primeiro disco, “Marry Me”, é pedia certa pra os que já se cansaram de “1 2 3 4”.
69) “Ayo technology (she wants it)”
50 Cent feat. Justin Timberlake e Timbaland

Ok ok. Por mais que a dupla dinâmica do pop americano esteja ali no background, continua sendo 50 Cent e sexista para caralho, mas vai me dizer que não funciona? Como uma versão porn de “Cry me a river”, a música traz os synths do Timbaland como a única base, sem batidas, quase atmosféricos, até que chega o refrão com Justin soltando aquele falsete-Prince característico das suas últimas produções. E você acaba se esquecendo que aquilo é 50 Cent e o quão ele é idiota.

68) “Rise above”
Dirty Projectors
“Rise Above”, o disco, foi uma das idéias mais arriscadas de 2007 – retrabalhar um álbum clássico inteiro, no caso “Damaged” do Black Flag. Tinha tudo para dar errado (o hardcore do original transformado em freak-folk dos anos 2000), mas a faixa-título e gran finale do disco dissipa qualquer dúvida ou má impressão. Diametralmente diferente e, talvez por isso, igualmente devastadora.

67) “Fluorescent adolescent”
Arctic Monkeys
Quem diria que “Fluorescent adolescent” faria os macacos ‘estourarem’ (em termos) aqui no Brasil. Das duas uma: ou o meu porteiro é indie, ou essa é a primeira música a tocar tanto na Last FM quanto na Nativa FM. De qualquer forma, palma para eles.

66) “Elephant gun”
Beirut

Mesmo sendo bem menos do que falam dele (gênio? daqui uns 10 anos talvez…), Zach Condon tem lá seus méritos. “Elephant gun”, ponto alto do EP “Long Gisland”, concentra todos eles. Estão ali os arranjos inusitados e belos, a voz expressiva, as pinceladas de música dos balcanica e a melodia emocionada. Está no caminho certo, agora basta sobreviver ao hype.

65) “The dull flame of desire”
Björk feat. Anthony Hegarty

“Volta” foi mais interessante não pelo o que foi vendido, – um álbum pop da Björk – mas por pequenas surpresas como essa. “The dull flame of desire” é épica e emocionalmente gigantesca, mas ao mesmo tempo guarda uma fragilidade sutil, humana. A impressionante simbiose dois vocais e da orquestração parecem envolver o ouvinte, inundá-lo. Desvastadora.

64) “Suportar”
Lasciva Lula
Justo quando a banda começa a aparecer no radar, – depois de quase 10 anos de existência – o Lasciva Lula decidiu que continuar batendo cabeça contra o mercado fonográfico brasileiro não valia a pena. Mais uma triste história dos que ainda teimam ir contra os padrões estabelecidos (há uns 10 anos atrás) nessa coisa nefasta que é o pop brasileiro. “Suportar” é a faixa mais calma de “Sublime Mundo Crânio” e a essa altura soa com um belo e doloroso adeus.

63) “My moon my man”
Feist
É um clichê velho de cantora-madura querer flertar com o jazz, ou se diser influenciada por ele. Só que há mares de distância entre uma Nina Simone e, sei lá, uma Luíza Possi. Geralmente falta elegância ou criatividade. Para desespero das outras, Leslie Feist tem as duas características, de sobra. “My moon, my man” é charmosa, elegante e sexy – um jazz-pop competente por quem entende do riscado.

62) “My favorite book”
Stars

Depois dessa, a nossa amada senhora Nina Persson pode se aposentar. Nessa coisa-fofa de música, Amy Millan chega querendo tudo, sutil como se não quisesse nada, e arrabata os corações dos marmanjos, igual a sueca fazia lá nos idos de “Lovefool”. Casa, comida e roupa lavada. Topa, Amy?

61) “Atalho clichê” MP3
Terminal Guadalupe

Ainda na busca por um disco 100% (“A Marcha Dos Invisíveis” quase chegou lá), os curitibanos do Terminal Guadalupe já podem ser orgulhar de ter composto uma das melhores canções de amor-partido de 2007. Pop rock com inteligência e cantado em português, por quem ainda acredita nisso.