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Os 50 Melhores Discos de 2007

01) “Sound Of Silver”, LCD Soundsystem
02) “In Rainbows”, Radiohead
03) “Boxer”, The National
04) “Vanguart”, Vanguart
05) “Person Pitch”, Panda Bear
06) “The Magic Position”, Patrick Wolf
07) “Andorra”, Caribou
08) “A Amarga Sinfonia Do Superstar”, Superguidis
09) “Neon Bible”, The Arcade Fire
10) “Our Earthly Pleasures”, Maxïmo Park
11) “Sky Blue Sky”, Wilco
12) “Ga Ga Ga Ga Ga”, Spoon
13) “Favorite Worst Nightmare”, Arctic Monkeys
14) “The Cool”, Lupe Fiasco
15) “Let’s Stay Friends”, Les Savy Fav
16) “The Stage Names”, Okkervil River
17) “Voxtrot”, Voxtrot
18) “Strawberry Jam”, Animal Collective
19) “The Reminder”, Feist
20) “Night Falls Over Kortedala”, Jens Lekman
21) “Rise Above”, Dirty Projectors
22) “Beyond”, Dinosaur Jr.
23) “Simulacro”, China
24) “Marry Me”, St. Vincent
25) “Carnaval Só Ano Que Vem”, Orquestra Imperial
26) “Magic”, Bruce Springsteen
27) “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”, Of Montreal
28) “From Here We Go Sublime”, The Field
29) “Liars”, Liars
30) “Myth Takes”, !!!
31) “Attack Decay Sustain Release”, Simian Mobile Disco
32) “Myths Of Near Future”, Klaxons
33) “Tones Of Town”, Field Music
34) “A Guide To Love, Loss And Desperation”, The Wombats
35) “Overpowered”, Roísín Murphy
36) “Armchair Apocrypha”, Andrew Bird
37) “Cease To Begin”, Band Of Horses
38) “Challengers”, The New Pornographers
39) “Easy Tiger”, Ryan Adams
40) “Disco Paralelo”, Ludov
41) “Mirroed”, Battles
42) “Era Vulgaris”, Queens Of The Stone Age
43) “Kala”, M.I.A.
44) “Lust Lust Lust”, The Raveonettes
45) “Because Of The Times”, Kings Of Leon
46) “Chega De Falsas Promessas”, Canastra
47) “Untrue”, Burial
48) “Icky Thump”, The White Stripes
49) “23”, Blonde Redhead
50) “Cassadaga”, Bright Eyes

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Melhores Músicas de 2007: 50 – 41

50) “Archangel”
Burial
O Burial foi um daqueles fenômenos que ninguém sabe de onde veio extremamente e nem como aconteceu sem ninguém perceber, só que, estrago feito, é quase impossível viver sem ele. “Archangel” é um soul desfigurado como um quebra-cabeça espalhado numa mesa. Enquanto tudo não se encaixa, é pura imperfeição. Mas, dê-lhe tempo, e as peças vão se juntando sozinhas, formanto uma imagem das mais belas encontradas na música eletrônica em 2007.49) “Miss Simpatia”
Canastra
Fica a dica: se tanto homens e mulheres fossem tão sinceros quanto a letra de “Miss Simpatia”, o mundo seria um lugar melhor. “Não me leve a mal / Hoje eu tô afim de ser superficial / Eu até acho que a gente formaria um bom casal / Quem sabe um dia eu te procure pra que a gente bata um pao com teor mais intelectual”, diz Renatinho no refrão. É legal ser um cara legal, mas também não é fácil e tem dias que dá sim vontade de ser superficial, não é minha gente? O pessoal do Canastra sabe disso e embala tudo numa melodia que parece saída dos anos 20, com todo climinha big band de abertura de novela das seis. Se não fosse tão sincera, tocaria até em casamento.

48) “XR2”
M.I.A.
“Onde você estava em 92?! Onde você estava em 92?!”, a M.I.A. te perguta no começo de “XR2”. No caso, você não interessa, mas Maya Arulpragasam podia estar no meio dos primeiros bailes funks aqui no Rio, num show do Aphex Twin ou fazendo poses no espelho enquanto ouvia o “Erotica” da Madonna. Isso sim é que é ser globalizado e pós-moderno.

47) “The take over, the breaks over”

Fall Out Boy
Com a maré baixando, os sobreviventes do tsunami-emo começam a dar seus passos para fora da praia – ou quase. Enquanto o My Chemical Romance foi de Queen e o Panic At The Disco (sem exclamação, se não eles choram) parece que vai de Beatles, o Fall Out Boy veio com um álbum de pop-rock honesto e ganchudo, – herança dos pós-grunge do fim dos anos 90 – mas aduterado pelo sucesso massivo da música negra americana, garantindo identidade onde todas as franjas parecem iguais. “The take over, the breaks over” é a melhor faixa de “Infinity On High” e é daquelas que dissipa qualquer preconceito, acredite.46) “Catch you”
Sophie Ellis-Bextor
Levanta o braço quem não gostaria de ser perseguido por uma ruivassa de vestido vermelho pelas ruas de Veneza? No clipe de “Catch you”, Sophie Ellis-Bextor realiza seu sonho, meu amigo. Tudo isso muito bem sonorizado com um eletro-pop arrasa-quarteirão, que soa como um mashup entre Strokes e Britney.
45) “She’s got you high”
Mumm-Ra
Se o mundo é um lugar mais feliz hoje do que há 50 anos atrás, culpe os britânicos. “She’s got you high” é mais um daqueles pequenos milagres que a música das ilhas produz desde que os Beatles pegaram o rock (e o amor) para si, e disso tiraram toda uma linguagem própria tão simples que cabe até num rótulo, o british pop. Ou britpop, que é mais adorável ainda. Quase Coldplay, quase XTC, quase Beatles, “She’s got you high” é pop perfeito com o sotaque que melhor soube cantá-lo.44) “Supermercado do amor”
Orquestra Imperial
Confusão é o que dá em colocar tanta gente maluca genial junta. Numa geração em que em que Caos não é só bem vindo, mas vira palavra de ordem, a Orquestra fecha seu primeiro (que venham muitos!) álbum com uma música cheia referências a ele. “Supermercado do amor” é puro 68, tropicalismo sabotando feliz a jovem guarda com um discurso do poeta do Kaos, Jorge Mautner, que é tão 79, que ficaria bem na letra de “Damaged goods” do Gang Of Four. Caótica, catiocamente conceitual e deliciosa! Viva esse bicho de 15-e-tantas cabeças que é a Orquestra Imperial!43) “Detlef Schrempf”
Band Of Horses
Neil Young é um senhor de 62 anos cuja influência na música pop é certamente mais difícil de ser quantificada do que o número de cestas de um jogador da NBA. A comparação não parece só estapafúrdia, mas é e só serve mesmo para falar que a melhor canção do segundo disco do Band Of Horses – “Cease To Begin”, todinho Neil Young de boa safra – foi nomeada em homenagem (???) ao jogador de basquete americano Detlef Schrempf. Alguém aí entendeu?42) “Antes que eu me esqueça”
Vanguart

Me cito, para ficar mais honesto: “mas há também espaço para escolhas realmente pessoais, como vocês vão perceber”. É justamente esse caso. A Música tem deses dons perigosos de falar o exatamente que estamos sentindo, na hora que isso se dá. Aí as canções passam a ser “suas” e a única coisa a ser feita – não que seja você que faça, afinal é involuntário – é deixar o coração bater mais forte e escolher entre sorriso, lágrima, ou todas as alternativas anteriores. Para os que não são eu, “Antes que eu me esqueça” é uma belíssima balada que bebe da espaciliadade de “Subterran alien homesick” do Radiohead e da tristeza reconfortante do Dylan de “Blood On The Tracks”.

41) “You got yr. cherry bomb”
Spoon

Não se pode ensinar ensinar novos truques a macacos velhos, no entanto, se o primata for mais inteligente, um chipanzé, ele até pode aprender sozinho. Da estréia “Telephono”, pixieana como todo indie rock daquela época, até “Ga Ga Ga Ga Ga” são 12 anos de carreira construída tijolo por tijolo, sólida o suficiente para aguentar os redirecionamentos estéticos que devem fazer parte da trajetória dos que sobrevivem. Na melhor faixa do seu último disco, o Spoon esbanja maturidade na fusão perfeita entre do indie-rock-raça-pura de sempre com o pop sessentista da Motown. É o que o Maroon 5 faria se não fosse macaco-prego.